"Aquilo que não nos destrói, fortalece-nos"
Friedrich Nietzsche

24.3.11

Revoltar ou resignar


Ontem foi mais uma desilusão, e não estou a falar do estado em que o país se encontra pois este final já muito que vinha sendo anunciado.
Ontem foi dia de visitar um familiar depois do trabalho, foi uma péssima ideia, saí de lá revoltada, não sei se comigo se com ele.
Este meu familiar, tem problemas de saúde muito graves, e como se isso não fosse suficiente tem problemas familiares, com os quais não lida bem.
Anteriormente teve problemas com o álcool e tabaco, quando começaram a surgir os problemas de saúde, abdicou do álcool, conseguiu estar em abstinência aproximadamente dois anos, precisamente até ao dia, salvo seja, em que surgiram os problemas familiares, uma história longa de dívidas atrás de dívidas de um filho. Passou algum tempo em que saía de manha de casa e só aparecia já noite dentro, ninguém sabia onde andava, se era questionado relativamente a isso, limitava-se a rir. Para agravar a situação, conduzia, felizmente nunca teve um acidente, infelizmente nunca foi mandado parar numa operação stop.
Há mais ou menos meio ano as coisas voltaram a acalmar, deixou de beber, e tudo entrou nos eixos, até à semana passada, ontem não estava em casa, e a esposa que é um amor de pessoa, e de quem gosto muito, é quem mais sofre, contou-me os vários episódios que tem acontecido, não posso fazer muito porque ele não dá ouvidos, apenas a ouço, sei que lhe sabe bem, mas só isso.
Não adianta conversar com ele, já tive muitas conversas, nas quais eu falava, e hoje tenho a noção que ele apenas fazia que ouvia.
Quando vim embora, vi que ele estava num tasco na aldeia deles, podia ter parado, mas para quê? Para ser insultada? Para ainda ficar mais revoltada?
Sei que voltarei à casa deles para ver a minha tia, mas apenas isso, pois a ferida que já ia mais ou menos cicatrizada voltou a abrir.

4 comentários:

S* disse...

Sinal de que nunca fechou completamente... lamento saber.

Olga disse...

Situações complicadas com as quais temos de aprender a viver. Para as pessoas mudarem elas têm realmente de querer, nós não podemos fazer isso por elas. Tens de te afastar emocionalmente porque nada podes fazer e neste momento pensar no bébé, porque essas emoções não são realmente boas para ele.(Digo eu por experiência própria). Beijinhos.

Dina disse...

Francamente o alcoolismo é uma doença que tem que ser tratada por médicos, por decisão plena do próprio doente. Não sei que possa dizer-te. Tenho um caso desses na minha família e sei o quanto é revoltante e perturbador...

Manuela disse...

Querida anf, pelo menos, podes apoiar a esposa, pela companhia que lhe fazes e por seres boa ouvinte!