
Tornou-se um hábito, agradável sem dúvida. Saímos de casa mais ou menos há mesma hora, para a nossa caminhada. No caminho fomos conversando de assuntos banais, sempre foi fácil conversar, os assuntos fluíam, a conversa fluía, falamos de futebol, politica, economia, treta.
Paramos à beira rio, sentamo-nos cada um em sua pedra e ficamos ali à conversa, não demos conta do tempo passar. O lugar é silencioso, ouve-se a água correr, sente-se a brisa a beijar-nos o rosto, de forma suave, como que a agradecer o momento em que alguém, faz companhia ao rio, e a tudo o que rodeia aquele lugar mágico, para quem o sabe apreciar.
O ritmo da conversa abranda quando falamos naquele assunto, há sempre um suspirar antes de recomeçar, as dúvidas são muitas, faltam-nos respostas para tanta pergunta. Temos noção que com o tempo, tudo vai voltar ao normal, por momentos o assunto fica “mais esclarecido” mas não resolvido. Está na hora de voltar. Esta conversa dita sempre o fim da viagem.
Ao regressar sabemos que a mente está mais solta, mais livre; o corpo, embora mais cansado recupera sempre depois de uma noite de sono.