"Aquilo que não nos destrói, fortalece-nos"
Friedrich Nietzsche

21.4.10

A antitese que há em mim

Se estabeleço objectivos, dificilmente os cumpro, é melhor evitar estabelecer.
Até as coisas mais banais.
Como sabem, se não sabiam ficam a saber, eu não sou grande apreciadora de chocolate, embora às vezes [poucas] sinto necessidade de o comer, provavelmente quando estou mais carente [esta é uma de muitas das minhas teorias].
Para levantar a moral como chocolate, então penso para mim só um quadradinho {se não vai daí [como se costuma dizer senão gostas comes mais para começar a gostar], e começo a ficar viciada, mesmo dependente}, como aquele e não consigo parar, só mais outro e outro, o meu cérebro parece que não consegue ouvir a voz da razão.
Tinha e tenho aqui uns ovitos da Páscoa de chocolate e já foram quatro, mas agora já escondi o pacote, riam-se de mim, mas teve de ser assim, eu sou como os miúdos, deixam de os ver é como se deixassem de existir.

Coisas que não gosto

Quando ligo para alguém e atendam e me deixam pendurada a ouvir a conversa que estão a ter com outra pessoa,
se estão ocupados ou desliguem ou deixem tocar,
eu logo que me apercebo desligo,
e aguardo que me liguem e peçam desculpa,
Fiz-me entender?

20.4.10

Alerta

Não devemos fazer comentários sobre a sogra à nossa família mais próxima[a não ser elogios],
a probabilidade de exagerar-mos é grande,
a possibilidade de puxar-mos a brasa à nossa sardinha é ainda maior,
não adianta pedir segredo,
eles na primeira oportunidade mandam a boca,
e o final não é agradável,
este foi o conselho que dei a uma amiga minha,
acham que sou boa conselheira?

Demanhã

começou com um sol bonito,
agora está cinzento,
estou aqui a rezar para que mais logo não chova.

Lento mas começou a funcionar

O meu relógio biológico começou a funcionar.
Depois de duas semanas parado, eu possessa, eu a ficar grande, quase a rebolar em vez de andar devido a redondeza da coisa, eis que se vê uma luz ao fundo do túnel.

19.4.10

Aceitar

Os outros não são nem melhores nem piores que tu,
são apenas diferentes.

Matraca grande

No Sabádo o meu o meu pai disse-me,
mas tu não te calas um segundo,
soube-me bem ouvir isso,
estranho,
parece contraditório,
mas é sinónimo de tranquilidade.
É que se eu estiver bem falo pelos cotovelos.

16.4.10

Ou

engulo sapos e deixo que eles façam estragos dentro, ou "cuspo-os"[eu sei que parece nojento mas não me importo] e fico mais aliviada, embora momentaneamente[porque depois fico nervosa].

15.4.10

Mais uma do miúdo maravilha que deixa tia babada

Eu tenho um sobrinho de cinco anos, no qual tenho imenso orgulho. É um miúdo especial, é meigo, perspicaz, brincalhão, malandreco, teimoso, tem muitas virtudes e defeito claro está.
Um dia destes deve ter visto o programa da RTP1, um concurso entre miúdos e adultos, com a Sílvia Alberto, e veio com esta:
Olha lá, sabes naquele programa dos miúdos, a senhora disse: “os adultos que se cuidem, porque estes miúdos sabem tudo e mais alguma coisa”, se eles sabem tudo, o que é mais alguma coisa?
Pergunta pertinente, ao qual se foi atirando frases para o ar, é porque eles sabe muito, são muito espertos, é porque eles sabem o que os adultos sabem e ainda sabem muito mais coisas,
Sinceramente, acho que não ficou totalmente convencido, mas caraças o gajo não deixa passar uma em claro, ele está atento demais, eu fico babada claro está, mas Pedrocas menos pode ser, é caso para dizer bora lá miúdo ver desenhos animados,
E um recado para a menina Sílvia e para a RTP1, quando fazem concursos com crianças é preciso estudar bem os textos para não dizer frases e/ou utilizar expressões que lhes causem confusão.

14.4.10

Conversas de café não foi comigo, mas eu ouvi a conversa, vá lá não me chamem nomes, aconteceu por acaso, acreditem que eu nem mexi a cadeira.
Quatro amigas a lanchar, uma delas diz amanhã vamos ao Lidl e podíamos aproveitar para ir à feira, já algum tempo que ando com vontade de ir mas falta-me companhia, alinham?, e uma das fulanas da mesa diz: vocês tem mesmo vidinha de pobre, Lidl e feira, comigo não contem, ninguém respondeu nada, ficaram com uma cara estúpida a olhar para a fulana, mas muito caladinhas.
Eu sorri, e pensei, eu faço vida de pobre então, mas sinto-me bem por isso, pois assim consigo poupar ao comprar mais barato, pois tanto compro marcas como produtos de linha branca desde que sejam bons.
Essa moça para mim vai ser sempre uma coitadinha, vive de aparências, ilude-se com as marcas e cada dia que passa ela é que fica mais pobre, e não é só de espírito.